Recente artigo
publicado no Site da Femesp
orienta sobre o uso do nó para Backup do rapel (rapel
auto-seguro). Em resposta a um email meu enviado para a
PETZL recentemente, o representante deles não recomendou
o uso, enviando-me um email com os tipos mais comuns de
rapel auto-seguro recomendado por eles. Veja abaixo a foto
do rapel auto-seguro a que estamos acostumados, e a resposta
do Eric
Lescarcelle, representante da PETZL na frança.

Hello, according to the picture, PETZL DO NOT RECOMMEND
such a use !
Here are the Petzl's recommendation :


Staying
at your entire disposal for any further information
All
the best
Eric
Lescarcelle
After-sales department / Service après vente
Customer satisfaction pilot / Pilote satisfaction clients
33 (0)4 56 58 19 82 / elescarcelle@petzl.fr
Site Crolles - Cidex 105 A - 38920 CROLLES / France - Tel
: 33 (0)4 76 92 09 00 - Fax : 33 (0)4 76 08 82 04 - www.petzl.com
Think environment, print only if necessary. Pensons environnement,
n’imprimons que si nécessaire.
A
recomendação do fabricante para uso de seus
produtos com determinadas técnicas realmente é
um fator decisivo na hora de comprar um produto, pois se
algo acontecer fora do esperado, como incidentes, ou até
mesmo acidentes, eles se eximem da culpa pois orientaram
para que seus produtos não fossem utilizados daquela
forma. Até que ponto é realmente importante
seguir essa norma? Em ambiente profissional (de trabalho
em altura/vertical) fica claro que a norma deve ser seguida
sempre, sendo praticamente um respaldo legal para o caso
de incidentes: Em caso de falha, ainda que o incidente não
tenha relação direta com o ocorrido, já
abre precedente para que se desconfie que algo pudesse estar
sendo feito de forma inadequada. Em tempo: esse tipo de
trabalho exige segurança redobrada e não se
pode vacilar com equipamentos, técnicas, e o mais
importante: atenção, uma vez que a empresa
pode receber processos milionários por pequenos acidentes
ocorridos em suas dependencias. Por isso ela paga tão
caro para ter um serviço de qualidade, e, obviamente,
respaldado pela norma. Hoje em dia as normas NBR existem
para quase tudo: inclusive para trabalho em altura. Quando
algo der errado, a primeira coisa que o juíz vai
perguntar é se os procedimentos estavam de acordo
com a norma, afinal, ele não é obrigado a
conhecer todos os assuntos, entao ele recorre às
NBR. Em ambiente amador (leia-se: final de semana escalando
com os amigos) seguir a norma é tão importante?
Rapelar num ponto só, Top tope em duas costuras,
solteira de corda dinâmica ligada à cadeirinha
por volta do fiel, escalar sem capacete. Enfim, as vezes
escalando em casa, depois de tantas e tantas vezes fazer
aquela via, a gente se acomoda, pois fica conhecendo (ou
achando que conhece) as proteções que estamos
acostumados a usar. A diferença, nesse caso, é
que se acontecer algo com a gente, estamos ali porque quisemos.
A escolha de subir uma via sem capacete, pular uma costura,
armar top rope numa chapa só é nossa, assim
como a culpa em caso de acidente. Seguir as normas nesse
caso vai de cada um, e as ponderações sobre
as consequências de seus atos, e de porque tê-los.
Da mesma forma que não se é obrigado a escalar
usando corda num pico, muitas pessoas o fazem, temendo pela
sua vida, como forma de segurança. Porque utilizar
backup do rapel? Nunca se sabe se a corda vai escapar da
sua mão enquanto se estiver rapelando. Muitas pessoas
não o fazem por preguiça, ou por acharem desnecessário.
Outras, no entanto desconhecem a técnica. Pra quem
pensa que nunca soltou a mao durante um rapel, fique esperto!
Isso so acontece uma vez na vida! Muitos de nós estamos
com a mania de usar backup do looping da cadeirinha. Pra
que? A cadeirinha é nova, é importada, é
de raipalon poli tri écs costurada a vacuo pelas
fiandeiras do norte da finlandia. E assim era tambem o looping
da ultima cadeirinha do escalador Todd Skinner. Pena que
ele não chegou a utilizar as novas. Que as técnicas
de segurança devem ser seguidas, não resta
dúvida, porém, quando há mais de uma
para a mesma finalidade, qual escolher? Existem algumas
maneiras de se fazer rapel autoseguro: Com o prussik acima
do freio, que fica muito dificil soltar, e sobrecarrega
o cordim com 100% do seu peso, colocar abaixo do freio,
como na foto com o nó machard na perneira, subir
o freio para que o backup fique no ponto de encordamento,
enfim: Vale seguir a recomedação da petzl
ou continuar utilizando o backup na perna, como temos feito
há anos? No site da UIAA, nosso órgão
de representatividade maxima em nível mundial existem
muitos artigos interessantissimos sobre temas como esses.
Num deles, que fala sobre os perigos de se fazer segurança
com o Oito, na página 7, parágrafo 2, há
a recomendação de se evitar as "leg-loops",
ou perneiras, para o backup do rapel. Contudo, o artigo
é de 2000 e eu já "ouvi" dizer que
após algumas rupturas em perneiras de cadeirinhas,
os fabricantes como a PETZL colocaram um reforço
na costura da perna, (por volta de 2004-05), porém
não li em nenhum site confiável (quando mandei
o email para a PETZL esperava que eles me dissessem algo
sobre isso!).
Bem,
o mais certo é continuar escalando, e para garantir
que isso aconteça é melhor faze-lo da maneira
mais segura possivel, seja com o backup na perna, no looping,
nos dois pontos de encordamento e até mesmo com a
seg de um parceiro no chão (que é o único
método que pode te por em segurança no chão
rapidamente em caso de algum incidente).